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Monumentos de Lamego

 

Lamego

 


 
Cidade pertencente ao Distrito de Viseu, Região Norte e sub-região do Douro, situada na margem sul do rio Douro, que fazia parte da província tradicional de Trás-os-Montes e Alto Douro. 
Considerada uma cidade histórica e monumental, pela grande quantidade de monumentos, igrejas e casas brasonadas, é também uma diocese portuguesa.

Santuário da Nossa Senhora dos Remédios

 

  Localizado no topo do monte de Santo Estêvão, é parte integrante do panorama da cidade à qual está unido por um escadório cenográfico. A sua devoção popular remonta a uma capela, sob a invocação de Santo Estevão, erguida em 1361. No século XVI, foi demolida (1568) por iniciativa do bispo de Lamego, iniciando-se a construção de um novo templo, iniciado em 1750 e concluído apenas em 1905, onde foi depositada a imagem da Virgem com o Menino.

Com o passar do tempo, a devoção a Santo Estevão diminuiu, substituída pela devoção à Virgem, que a ela recorriam em busca de alívio para as doenças, dando origem à devoção a Nossa Senhora dos Remédios. As suas festas tradicionais, iniciam anualmente no final do mês de Agosto, terminando no dia 8 de Setembro.
O santuário apresenta uma fachada com traços do estilo barroco e rococó ("rocaille"), ladeada por torres sineiras de granito. Com grande imponência surge o escadório monumental de acesso ao santuário, com 686 degraus, dividido em nove lances, nos quais poderá apreciar capelas, estátuas, fontes e obeliscos. 
Num desses patamares - o chamado "Pátio dos Reis" -, destacam-se as imagens de dezoito reis de Israel, pertencentes à árvore genealógica da Virgem. Na base do escadório encontram-se quatro figuras alusivas às quatro estações do ano.
 



Sé Catedral

 

 
 
 
Fundada em 1129, é uma catedral gótica, que mantém a torre quadrada original, tendo o resto da arquitetura sido modificada nos séculos XVI e XVIII, incluindo um claustro renascentista. 
Localizada no Rossio de Lamego, e sagrada em 1175 a Santa Maria e a S. Sebastião, terá sido concluída em 1191. 


Museu de Lamego

 

 

 
Encontra-se no centro histórico da cidade de Lamego, no antigo Paço Episcopal, num edifício reconstruído na segunda metade do século XVIII, sob o patrocínio do bispo D. Manuel de Vasconcelos Pereira, o Museu de Lamego. Este é uma importante referência quer a nível regional, nacional, e mesmo internacional, dada a qualidade e a singularidade de algumas das obras de arte que possui, assumindo especial relevância os objetos classificados em 2006 pelo Estado Português como Te souros Nacionais, nomeadamente, um sarcófago medieval, decorado com uma cena de caça, em baixo-relevo; os painéis que Vasco Fernandes pintou para a Sé de Lamego, entre 1506-1511; o conjunto de tapeçarias flamengas, tecidas em Bruxelas na primeira metade do século XVI, e os painéis de azulejos figurados com cenas bucólicas e de caça, do século XVII.
 
  
Teatro Ribeiro Conceição

 


 
Inicialmente construído em 1727, com o objetivo de ali funcionar o Hospital da Misericórdia, foi em 1924 comprado em hasta pública por José Ribeiro Conceição, que ergue então o Teatro que hoje tem o seu nome, mantendo a fachada setecentista original.
Inaugurado a 02 de Fevereiro de 1929, José Ribeiro Conceição é alvo de homenagem pública com a presença da atriz Lucília Simões. A partir daí, este local acolhe espetáculos de teatro, ópera, circo, cinema, dança e música, tornando Lamego uma referência na vida cultural do interior do país.
Em 1989, fecha as suas portas, passando a Câmara de Lamego a adquirir a maior parte do Teatro e, sendo em 1993 realizadas obras de recuperação e consolidação do edifício.
A 23 de Fevereiro de 2008, é inaugurado o Teatro com a presença do Presidente da República, Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva.


Castelo

 


 
Ex-libris da cidade, do alto de seus muros podem-se avistar os rios Coura, Balsemão e Varosa.
O castelo ergue-se em posição dominante sobre a cidade, essencialmente constituído por granito e xisto, na cota de 543 metros acima do nível do mar. Apresenta planta poligonal irregular, orgânica, no estilo românico e gótico.
Além da cerca interna, percorrida por adarve, onde estão compreendidas a alcáçova, dominada pela Torre de Menagem, uma cerca externa circunda o conjunto em cota inferior.



Cisterna de Lamego

 



A Cisterna de Lamego, situada extramuros da praça de armas, é de silharia retangular e abobadada, com ogiva nervada sustentada por largas cintas apoiadas em pilares. Com cerca de vinte metros de comprimento e dez de largura, é considerada "um dos melhores exemplares das cisternas dos castelos portugueses” (Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais cit. Laranjo, 1994, p.52).
Já em novembro de 2013, a Cisterna de Lamego reabriu e voltou a conhecer a luz do dia, após ter sofrido importantes obras de requalificação. Imagens, sons, letras, vivências, tradições, passaram a estar disponíveis ao público, num espaço que se assume agora como um Centro de Memória.
Ao entrar na Cisterna, o visitante mergulha no passado, onde múltiplas memórias são projetadas ininterruptamente nas pedras que, outrora, foram apenas espetadoras. Uma sonoplastia associa-se ao espaço, recordando 800 anos de sons quotidianos: o sino, o galo, o pedreiro, o pregão, a procissão, o choro e o riso.

 

Jardim da Republica

 

 


O Jardim da República é um dos parques mais emblemáticos da cidade, uma vez que ao seu lado vários edifícios importantes: a casa Municipal, O Lamego, a Igreja das Chagas e da Casa dos Pinheiros da Aragão.
O parque tem uma forma retângular e por causa da diferença entre as ruas em torno dela revestidas com azulejos azuis e brancos típicos. Possui trilhas para caminhadas, passeios e bancos para descanso, relvados pontilhados com canteiros de flores, um coreto e um chafariz na área central. Também neste parque está o monumento a Fausto Guedes.


Rua da Olaria

 


Localizada no interior do Centro Histórico, a Rua da Olaria, caracteriza-se por uma das mais antigas e típicas ruas da Cidade de Lamego.
A toponímia advem do facto de na Idade Média terem existido no local inúmeras oficinas de olaria. 
Depois do período áureo nos anos sessenta e setenta do século passado, época em que também foi denominada por Rua dos Sapateiros, por aí proliferarem muitas oficinas de sapataria e outro tiupo de artesanato, assistiu-se a um enorme declínio, motivado pelo encerramento da grande maioria das atividades existentes.
Na atualidade, após a requalificação da Rua da Olaria, assiste-se à sua transformação na "zona in", através da abertura de bares e restaurantes, muito procurados e frequentados pelos locais e os muitos turistas que visitam a Cidade de Lamego. 



Caves da Raposeira

 

 

O prestígio dos vinhos da região de Lamego remonta ao século XVI sendo definitivamente consagrado com a produção dos espumantes Raposeira, consolidada há mais de 100 anos.
Lamego é assim conhecida como fundadora deste néctar que foi buscar às castas originais de Champagne (França), a sua matéria-prima, que se certificou como um produto de carácter nacional.
É com um rigoroso controlo de qualidade que a Raposeira selecciona, transporta e vinifica as uvas. A segunda fermentação efectua-se em garrafa segundo o método tradicional champanhês, ou método clássico. Assim, o vinho e os fermentos naturais desenvolvem um cuidadoso processo de evolução em que as condições de humidade, luz e temperatura são fundamentais.
Os espumantes Raposeira guardam o carácter intenso da região Beira-Douro, divinizam o sabor inconfundível dos seus néctares e são o fruto da persistência da sua gente.

 

Caves da Murganheira

 

 

 

Caves fundadas há mais de 50 anos, localizadas numa propriedade com mais de 30 hectares, atualmente. Os espumantes são produzidos a partir das castas mais nobres como Malvasia Fina, Gouveio Real, Cerceal, Chardonnay, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Pinot Noir. Os vinhos leves mas intensos resultam das castas Malvasia Fina, Cerceal, Gouveio Real, Tinta Roriz, Touriga Nacional e Touriga Franca. Estas caves encontra-se esculpidas na rocha, em granito azul, atingindo uma profundidade de 72 metros.


 

Ponte e Torre Fortificada de Ucanha

 

 


Esta ponte fortificada constituia a entrada monumental no couto do Mosteiro de Salzedas. A torre servia de cobragem de portagem, defesa e armazenamento de produtos. A função militar era secundária, não existindo ameias no topo. A sua existência já vem documentada no século XII. D. Afonso Henriques doou, em 1163, à viúva de Egas Moniz, Teresa Afonso, o couto de Algeriz, acrescentando-lhe o território de Ucanha. A ponte deve ter sido construída pelos romanos, no seguimento de uma estrada que passava ali perto. A torre, com porta de acesso bem acima do nível do chão, tem vinte metros de altura e dez de cada lado da base, onde se encontra a seguinte inscrição "Esta obra mandou fazer D. Fernando, abade de Salzedas, em 1465". A ponte une duas freguesias, Ucanha e Gouviães, e estende-se sobre o refrescante rio Varosa. Deduz-se que a povoação se tenha desenvolvido devido à obrigatoriedade da passagem da ponte. A torre terá sido elevada, a partir do momento em que o convento de Salzedas adquiriu os direitos de portagem da mesma. Um conjunto de excecional beleza, sob um pano de fundo colorido e verdejante.



Mosteiro Santa Maria de Salzedas

 

 


O Mosteiro de Santa Maria de Salzedas situa-se na freguesia de Salzedas, concelho de Tarouca, Portugal. Pertencente à Ordem de Cister, data do século XII, e o seu espaço foi doado pela mulher de D. Egas Moniz. Sofreu obras de ampliação nos séculos XVI, XVII e XVIII, nomeadamente ao nível da fachada e dos claustros.
A abadia de Salzeda, documentalmente conhecida a partir de 1155, já depois da chegada de D. Teresa Afonso ao território de Argeriz, e por interferência desta senhora, foi entregue aos cisterciences de Claraval para nela introduzirem a sua reforma monástica e, a 29 de Maio de 1156, veio a ser aceite como membro de pleno direito da Ordem de Cister. 
Em 1168, os monges do mosteiro de Salzeda iniciaram obras de construção de um mosteiro definitivo (possibilidade criada através de uma doação de Teresa Afonso), cuja igreja foi sagrada já no século XIII, época em que as instalações da abadia de Salzeda (a Velha) foram abandonadas e a comunidade veio a ocupar o seu novo edifício. Esta nova casa teve a sua igreja sagrada em 1225. 


Museu do Espumante

 


 

Enquadrada numa malha rural, a Casa do Paço de Dalvares, um amplo edifício quadrangular de silharia perfeita, sombrio e de porta em arco, cuja origem remonta à Idade Média, foi, em tempos idos, pertença de D. Egas Moniz (o famoso aio de D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal), que a terá passado aos seus descendentes. Uma vez que está situada no Vale do Varosa, primeira região demarcada de espumantes de Portugal, e tradicionalmente enraizada no processo de produção de espumante, na Casa do Paço de Dalvares é possível visitar o Museu do Espumante, cujo espólio espelha todo o processo artesanal do seu fabrico, desde a vindima até ao produto final. 
 
 
Comboio Turistíco
 
 
 
 
 
Com uma rota renovada e pensada para o Centro Histórico da cidade de Lamego, o comboio está preparado para apresentar e exaltar os elementos mais característicos da cidade e sua envolvente.
Com especial atenção aos monumentos e gastronomia local, o Comboio Turístico de Lamego é uma forma privilegiada e relaxada de conhecer a cidade, sem esforço e com garantias de que nenhuma atração cultural fica por revelar aos visitantes.
Rota Histórica de Lamego: Sé Catedral, Museu de Lamego, Teatro Ribeiro Conceição, Estátua do Soldado Desconhecido, Câmara Municipal de Lamego, Jardim da República, Parque Isidoro Guedes, Mosteiro das Chagas, Fonte do Lamego, Igreja da Graça, Torre do Castelo, Igreja de Almacave, Igreja de São Francisco, Escadório de Nossa Senhora dos Remédios, Santuário de Nossa Senhora dos Remédios.